segunda-feira, junho 26, 2017

Revista Portuguesa de Estudos Regionais, Nº 45 (2017): Editorial


Editorial
Following my official appointment to this position in the end of January 2016, my name appeared as chief-editor of the Revista Portuguesa de Estudos Regionais (Portuguese Review of Regional Studies) in the issue published in May of that same year. Therefore, with the publishing of this present issue (issue number 45) a year has passed with me as the head of the journal.
Obviously, I am not alone in this mission of editing the journal since I can not only count on the work of RPER’s (Revista Portuguesa de Estudos Regionais) scientific committee, but also on the work of many other scholars, who have shown to be available for evaluating the papers submitted and to ensuring the success of the journal. I am sincerely grateful to all of them for their collaboration and support.
Looking to the performance of RPER during this period, I must  highlight the following:
i)                   Between March 2016 and March 2017, 41 papers were submitted to the journal;
ii)                 The authors of the papers submitted were from 8 different countries in the world, and although the ones from Portugal and Brazil did play a major role, we also had some Asian and African authors among them;
iii)               If we include issue 45, that is, issues 42, 43, 44 and 45, we have a total of twenty two published articles, some of which had been submitted before I was appointed as chief-editor; besides those papers, three other short essays, remembering the scientific work and the personal attributes of António Simões Lopes, the main founder of Regional Science in Portugal and an academic who played a leading role in the development of the Portuguese Section of the European Regional Science Association (APDR), the institution that owns RPER, have been included in issue 42; those essays were produced for the 19th Congress of the Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR), which was hosted in Braga in the summer of 2013, some months after his death, following an invitation addressed to a few well-known Portuguese researchers of Regional Science;
iv)               The articles published in the aforementioned four issues cover a vast area of research interests, going from industrial location, wage differentials, rural-urban migration, growth and regional convergence to clustering in the creative industry, tourism industry and local development, and local environmental sustainability issues; lately, issues regarding resources and environmental sustainability seem to have been attracting an increasing amount of researchers or, at least, those researchers seem to see RPER has an adequate means for its dissemination among the scientific community; we are glad whenever research embraces a territorial approach to the issues analysed;
v)                 By simply looking at the content of this issue (RPER 45) it is quite clear that the Brazilian Regional Science researchers also seem to have discovered our journal and they seem to find it an interesting platform for publishing their research; we could not be happier with such a result; therefore, our ambition of publishing research on Regional Science not just from Portuguese researchers but also from the rest of the world, either written in Portuguese, English or, even, in Spanish has become a reality; the language we write in should not be a barrier for making our research available to the scientific community and to all of those who have an interest in local and regional issues and policies;
vi)               Envisaging to attract more research and getting better rates in the academic indexes, we are, of course, trying to increase the amount of papers published in English, and we are succeeding in that; in every one of our latest issues, quite a few papers in English were available, counting for half of all the papers published; in future, we plan to publish issues with all articles written in English, however we will not give up on publishing in Portuguese and Spanish, if the opportunity should arise.

More could be said regarding what we have achieved throughout this last year of RPER. Much more could be said on the things that we have not attained on that hard road to becoming a better rated and a better known worldwide scientific journal. It is an endless path. Not only I, but also those who, together with me, are a part of the journal’s scientific and managerial board, are committed to contributing towards it. That is the only thing that I am sure.

J. Cadima Ribeiro
(Chief-editor of RPER)

"Destination attributes and tourist’s satisfaction in a cultural destination": NIPE WP_10_2017

Laurentina Vareiro, lvareiro@ipca.pt
J. Cadima Ribeiro, jcadima@eeg.uminho.pt
Paula Remoaldo, premoaldo@geografia.uminho.pt

Abstract:
Cultural tourism is one of the leading growing segments of the tourism industry. Many tourists who visit heritage sites seek a value-added and authentic experience, when compared with the traditional products or mass destinations. Considering the importance of tourist`s satisfaction in what regards the revisit intentions and word-of-mouth referrals, which in turn influence the economic development of the tourist destination, this study attempts to investigate the relationship between cultural/heritage destination attributes and tourist`s satisfaction. The study area for this paper is the city of Guimarães, in the northwest of Portugal. This city is a place of strong symbolic and cultural significance and was deemed a world heritage site (UNESCO) in the year 2001. In 2012, Guimarães was one of the cities that hosted the European Capital of Culture (ECOC). All this enhanced its tourism potential and increased the amounts of visitors. The methodology consists of quantitative research based on a self-administered survey applied to tourists who visited Guimarães in the first half of 2015. Based upon the empirical results of this study, several recommendations can be made to increase tourists’ satisfaction vis-à-vis to Guimarães, regarding tourists’ needs, attributes valorization and cultural/heritage sustainability.

Keywords: Cultural tourism, destination attributes, Guimarães, tourists’ satisfaction.

 ("Destination attributes and tourist’s satisfaction in a cultural destination": NIPE WP_10_2017)

sexta-feira, junho 23, 2017

V Congresso Internacional "Casa Nobre: um Património para o Futuro": renovação do apelo à apresentação de comunicações

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 Exmo (a) Sr.(a),
A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez está a organizar o V Congresso Internacional subordinado à temática Casa Nobre: um Património para o Futuro, dando desta forma seguimento a um projecto consolidado de estudo das temáticas:
  • Memória Histórica: História da Família, Genealogia, Documentação Familiar e Heráldica;
  • Arquivos e documentação familiares;
  • Património Construído: estudos, defesa e valorização;
  • Turismo e Desenvolvimento Regional.
O Congresso irá ter lugar nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro de 2017 no Auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez.
Agradecemos a divulgação deste Congresso, para o qual convidamos investigadores de diferentes áreas científicas a enviar as suas propostas de comunicação, reflectindo sobre este tema em todas as suas vertentes.
Mais informações sobre regras para os call for papers e inscrições em https://sites.google.com/site/casanobrecongresso/            

Aproveitamos o ensejo para apresentar a nossa disponibilidade para qualquer informação adicional, agradecendo o Vosso apoio para a melhor difusão do evento.
Com os melhores cumprimentos,
pela Comissão Executiva
 

(Nuno Soares; Diretor da Casa das Artes, Chefe da Divisão de Desenvolvimento Sociocultural)»

quarta-feira, maio 31, 2017

Viana do Castelo e o seu potencial cultural

“Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.”
Amália Rodrigues

E porque havemos de ir a Viana?
Viana do Castelo é um local com um potencial enorme para a prática de turismo, estando perfeitamente enquadrada em produtos estratégicos definidos pelo Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) pelo Turismo de Portugal, tanto pela sua paisagem, como pela sua gastronomia, etnografia, entre outras características que tornam o concelho de Viana do Castelo único.
Desta forma, o turista que procura este produto tem uma forma especial de se movimentar, uma vez que o modo como usufrui de uma paisagem ou absorve o património histórico de uma determinada cidade depende quase que exclusivamente de si. Assim, parte da satisfação oferecida aos consumidores que configura essa experiência reside na gestão adequada das necessidades emocionais, que podem ser meramente estéticas, de entretenimento ou de escape, tal como é referido no PENT.
Concretamente, Viana do Castelo, apresenta-nos um volume médio anual visitantes do Posto de Turismo Municipal de cerca de 30 mil. Podemos afirmar que é tendencialmente percecionada como um destino de sol e mar, mas também associada à qualidade e à tradição da gastronomia e dos vinhos minhotos. No entanto, e apesar do cartaz turístico do Alto Minho Litoral se centrar nestes produtos, quer a cidade, quer a região envolvente reúnem atrativos culturais e paisagísticos suficientes para competir também no mercado do touring e do turismo cultural.
A cidade de Viana do Castelo fica situada no centro de um triângulo que tem por vértices as cidades de Vigo, Porto e Braga, das quais dista, em média, 80 quilómetros, é rodeada pelas montanhas a nascente, e pelo Oceano Atlântico a poente. O rio Lima desagua na cidade e atravessa todo o concelho, que é rico em paisagens deslumbrantes. Aqui existe um vasto património histórico e etnográfico, contando não só com inúmeros monumentos, igrejas e palacetes de diferentes períodos e estilos, mas também com uma importante indústria de artesanato e folclore, e animadas romarias.
Para os turistas amantes do desporto, não faltam igualmente oportunidades de desfrutar das potencialidades naturais da região, favoráveis à prática de diferentes modalidades: surf, jet-ski, canoagem, remo, escalada e caminhadas pedestres. Estas atividades contam já com eventos anuais que trazem à cidade inúmeros amantes destas modalidades. A estes fatores acresce ainda o favorável posicionamento geoestratégico da região, que permite a rápida e fácil ligação a outros pontos relevantes do norte do país, para além de uma diversificada oferta no que toca à animação turística.






Ana Margarida Ferreira Lima

 (Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2016/2017)

quarta-feira, maio 03, 2017

O milagre da multiplicação

Foi a 29 de março de 2015, um domingo, que foram inaugurados os primeiros voos de companhias low cost para os Açores. Depois de liberalizado o espaço aéreo, é necessário encarar novos desafios.
O ano de 2017 revela-se, para o Governo Regional, o ano chave para o desenvolvimento do turismo do Arquipélago e traduz-se nisso mesmo. O orçamento de 2016 aplicou 8,6 milhões de euros à promoção da região, lá fora e cá dentro, e o ano de 2016 acabou generoso. Verificou-se um salto de 20 milhões de euros desde a era da pré-liberalização, nas receitas hoteleiras. Assim, passou de menos de 40 milhões de euros para 60 milhões de euros nos nove primeiros meses de 2016.
O cenário atual é bem diferente e a hotelaria açoriana está a receber mais de 1,3 milhões de hóspedes e a empregar mais 24% do que há dois anos. É o mesmo que dizer que, nos primeiros nove meses de 2016, os Açores bateram os números do conjunto de 2015, que, já de si, foi ano recorde. A multiplicação dos euros foi o resultado de um trabalho intenso para posicionar o ‘destino Açores’ no quadro do turismo mundial. Este tem-se vindo a fazer ao longo dos últimos anos.
Sem sombra para dúvidas que o novo modelo de acessibilidades aéreas à região beneficiou o crescimento do setor do turismo, contudo não podemos esquecer que este trabalho se iniciou ex-ante à liberalização aérea.
No entanto, as contas falam por si: o arquipélago tem agora mais de mil estabelecimentos turísticos (a esmagadora maioria, cerca de 800, são alojamentos locais) a funcionar na época alta, quando, antes da liberalização, eram à volta de 350 estabelecimentos; o número de hóspedes passou de 396 mil no conjunto de 2014 para 509 mil no acumulado de janeiro a setembro de 2016; a taxa de ocupação da hotelaria tradicional passou de 34% para 50%, no conjunto, de janeiro a setembro de 2016, isto é, os hoteleiros já conseguem ocupar metade das camas que têm disponíveis, uma marca que nem em 2007, ainda hoje o ano de referência para o turismo nacional, foi atingida
Aparte toda esta evolução registada, sobram alguns significativos desafios. Um dos maiores problemas revela-se na mão-de-obra que necessita de ser recrutada para os estabelecimentos de hotelaria. Encontrar pessoas qualificadas dentro da ilha é extremamente difícil, e o recrutamento do exterior exige um pacote salarial muito grande.
Surgindo também a questão da proteção da "galinha dos ovos de ouro": a natureza. Os açorianos estão convencidos de que o boom do turismo não vai estragar o arquipélago, por dois motivos: primeiro, porque não acreditam que o Governo vá deixar “que a construção se descontrole”; segundo, porque estão todos “muito empenhados” em que o que têm de melhor seja preservado. Como genericamente afirmam, “Se a nossa natureza não existir, o que é que nos resta?
Desacordos aparte, numa coisa há consenso: a necessidade de haver uma aposta em todo o Arquipélago. A região tem e é conhecida pelos instrumentos atrativos que tem em termos de investimento, em especial nesta área, para o turismo.

Ana Margarida Ferreira Lima

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2016/2017)

Turismo de Natureza

O Turismo de Natureza, considerado como um dos dez produtos estratégicos definidos no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), divide-se em dois mercados, o de Natureza soft e o de Natureza hard, sendo sem dúvida para Portugal uma oportunidade de desenvolvimento dado o seu rico património natural.
De acordo com Asesores en Turismo Hotelería y Recreación, S.A (THR), cerca de 80 % do total de viagens de Natureza baseia-se no conceito de “Natureza Soft”, isto é, experiências baseadas na prática de atividades ao ar livre e, claro, de baixa intensidade, como, por exemplo, passeios e percursos pedestres, excursões, observação da fauna, entre outros que no fundo são atividades cujo principal objetivo é usufruir da Natureza em si, vivendo experiências de grande valor simbólico. Como podemos deduzir, este tipo de turismo é preferido por famílias com filhos, casais e reformados, tal como defende o estudo elaborado por THR para o Turismo de Portugal.
No entanto, existe o turismo de “Natureza hard” que apesar de representar apenas 20% do total das viagens de Natureza é uma boa aposta, se desenvolvermos atividades de especial interesse entre o desporto e a Natureza, tais como rafting, kayaking, hiking, climbing, birdwatching, pois podem atrair muito mais a população entre os 20 e os 30 anos, estudantes e praticantes de desporto, o que nos trará certamente vantagens quanto à criação de emprego, riqueza e aproveitamento dos recursos dos territórios.
É claro que este tipo de turismo está associado a públicos diferenciados e portanto temos de tentar satisfazer todos os grupos possíveis, dando especial atenção ao público mais jovem, porque muitas vezes o rápido crescimento do Turismo de Natureza leva a que muitos destinos cometam o erro de confiar quase exclusivamente na importância dos seus recursos naturais, baseados na sua particularidade e beleza para atrair visitas, esquecendo-se de criar condições essenciais para que nesses recursos naturais o visitante possa viver experiências memoráveis.
Por isso, muitas vezes a experiência de Natureza vivida pelo turista limita-se à simples admiração de cenários naturais, tais como rios, montanhas, parques nacionais… o que para muitos é com certeza uma experiência agradável, mas o que acaba por fazer com que o destino não deixe as “marcas” que pretendíamos e, nesse sentido, é necessário desenvolver ou proporcionar experiências realmente inesquecíveis, que façam do visitante um promotor ativo e não um mero observador.
Posto isto, é importante conferir à Natureza uma escala humana, com o objetivo de admiração crescente por parte dos visitantes. Nesse contexto, importa realçar a importância de fazermos mais pelos mais jovens porque é neles que se encontra a oportunidade de crescimento e desenvolvimento a vários níveis. Quero com isto dizer que, como as montanhas, os rios,…, completam toda a paisagem do país que é apreciada por muitos, porque não juntar o útil ao agradável e promover desportos que possam ser praticados neste meio, para assim atrair mais jovens não descorando, claro, o respeito pelo meio ambiente.

Cátia Lopes

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2016/2017)

REDES - Revista do Desenvolvimento Regional: v. 22, n. 2 (2017)

REDES - Revista do Desenvolvimento Regional:

v. 22, n. 2 (2017)

sábado, abril 29, 2017

Comunidade LGBT: uma oportunidade para a alavancagem do Turismo

Avanços na legislação ao redor do mundo vêm garantindo direitos iguais para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, entretanto a comunidade LGBT continua a sofrer repressão e homofobia ao redor do globo.
O que o turismo tem a ver com isso? Tudo.
A Organização Mundial do Turismo (UNWTO/OMT) - principal organização internacional no campo do turismo, um fórum global para questões de políticas turísticas - “repudia as leis que criminalizam a homossexualidade, permitindo discriminações relacionadas com a orientação sexual ou identidade de gênero ou que encoraje violência”¹, e chama a comunidade internacional para impor-se contra a discriminação, para defender os seres humanos e os princípios fundamentais da Organização das Nações Unidas.
Do ponto de vista econômico, há muita discussão neste mercado, e a estimativa de impacto econômico anual a nível mundial é em torno de 140 bilhões de dólares, conforme publicação da UNWTO, em 2012, em conjunto com a IGLTA (sigla para Associação Internacional de Viagem Gay & Lésbica). A IGLTA tem uma presença global com mais de 2000 grandes companhias associadas, que representam alojamento, destinos, provedores de serviço, agentes de viagem, operadores de tour, e eventos para a comunidade LGBT e simpatizantes da causa.
Por questões do avanço da visibilidade da comunidade LGBT, a discussão da economia do mercado para o turismo para este público ganha mais atração nos meios próprios do que na indústria de viagens. Pesquisas vêm sendo desenvolvidas em pequenas e grandes escalas com a intenção de gerar um maior entendimento sobre os hábitos de consumo e interesses da comunidade LGBT. Isto pode gerar apenas benefícios para empreendimento voltados ao turismo se providenciarem uma experiência positiva para visitantes que são parte de qualquer minoria.
Cidades-destino LGBT podem rastrear as suas origens no turismo LGBT em solidariedade com a epidemia de HIV/AIDS nos anos 80, e no desejo de homens e mulheres tomarem a frente para combaterem preconceitos e falta de entendimento sobre a comunidade. Com isto, estabelecimentos que passaram a servir a este visível segmento começaram a oferecer produtos e a prestar serviços sem preconceito. Em troca, estes estabelecimentos ganharam reciprocidade e fidelidade daqueles consumidores. Este é o caso do bairro Castro, em São Francisco, Califórnia.
Outros acontecimentos têm-se tornado marco para a economia do turismo voltado para a comunidade LGBT, como por exemplo a Parada do Orgulho LGBT que acontece em São Paulo, Brasil, considerada o maior evento do gênero no mundo, que já injetou mais de 206 milhões de reais na economia local.
A Organização Mundial do Turismo reconhece que alterações no reconhecimento da comunidade LGBT forçam inúmeras mudanças no sentido de viagens e turismo, como por exemplo, a necessidade de mudança na infraestrutura, já que novos estilos de famílias estão sendo formados, somados à opção legal de adoção. Mais do que simplesmente modificar a imagem de determinado local, alterando seus níveis de tolerância, de acordo com Peter Jordan, parceiro externo da Organização Mundial do Comércio, “é obrigação – de todos os negócios e destinos procurando atrair a comunidade LGBT – reconhecer o link entre a aceitação da homossexualidade na sociedade, legislações governamentais e o efeito disso nos seus estabelecimentos”.
Mais importante do que entender a comunidade LGBT como um mercado econômico promissor para o turismo e viagens, é termos a consciência que são pessoas como todas as outras, com direito de ir e vir, expressar suas opiniões e medos, e merecem, como qualquer outro ser humano, respeito.

Amanda Regiane Bucci

Referências:
¹ O presente artigo de opinião foi fortemente suportado no Relatório Global sobre Turismo LGBT, que pode ser lido na íntegra em:
http://www.e-unwto.org/doi/pdf/10.18111/9789284414581.

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2016/2017)